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Renato Gaúcho e a 'Perda do Elenco': O Contraste entre a Demissão no Vasco e a Intertemporada do Fla

Técnico deixa o comando vascaíno após três meses por insatisfação do grupo, enquanto o Flamengo foca na coesão tática em Portugal.

A pausa do calendário nacional para a Copa do Mundo não significa férias nos bastidores do futebol brasileiro. Pelo contrário, os clubes se movimentam e, nessa quinta-feira (18), uma notícia agitou o cenário: o Vasco anunciou a demissão do técnico Renato Gaúcho, ex-treinador do Flamengo. A decisão, comunicada como "comum acordo", veio após apenas três meses de trabalho e, segundo informações, por um motivo que ecoa em qualquer vestiário: a insatisfação do elenco com as declarações do técnico, culminando na percepção de que ele "perdeu o grupo".

Enquanto a bola não rola oficialmente no Brasil, a movimentação nos departamentos de futebol é intensa. Para o Vasco, essa pausa foi o momento de estancar uma crise interna. Renato Gaúcho encerra sua terceira passagem pelo clube de São Januário com números que, à primeira vista, não são desastrosos (50% de aproveitamento em 22 jogos, com 9 vitórias, 6 empates e 7 derrotas), mas que escondem um problema de relacionamento. A diretoria agiu antes da reapresentação dos jogadores, marcada para segunda-feira (22), evitando que o clima pesado contaminasse a preparação. Do lado rubro-negro, a situação é bem diferente. O elenco do Flamengo se reapresenta nesta sexta-feira (19) no Ninho do Urubu, iniciando a preparação para uma intertemporada estratégica em Portugal, com amistosos contra River Plate, Lausanne-Sport e Benfica. É um momento de ajustes táticos e de coesão, longe das turbulências de vestiário. Vale lembrar que Renato Gaúcho também teve sua história no Mengão em 2021, assumindo para substituir Rogério Ceni. Foram 37 jogos, com um aproveitamento bem mais alto, de 72% (24 vitórias, 8 empates e 5 derrotas). Apesar dos números expressivos, aquela passagem terminou com uma queda de desempenho na reta final e o vice da Libertadores contra o Palmeiras, mostrando que nem sempre o bom aproveitamento numérico é garantia de um ambiente sólido ou de continuidade de performance.

A tal "perda do elenco" é uma parada sinistra no futebol, mermão. Não é só sobre tática ou esquema, é sobre a gestão de pessoas, a maneira como o técnico se comunica e protege (ou não) seus jogadores. Quando o material diz que Renato Gaúcho "deixava os jogadores expostos nas coletivas", a gente precisa pensar na mecânica disso. Um técnico que joga a responsabilidade para o grupo publicamente pode minar a confiança e a união. O futebol é um esporte coletivo, e a blindagem do grupo, a assunção de responsabilidades pelo comando técnico, é fundamental para que os atletas se sintam seguros e performem em alto nível. A falha nesse aspecto, independentemente do plano de jogo, pode levar a uma desorganização que vai além das quatro linhas, afetando o desempenho em campo. Essa é a grande lição aqui: a performance não se sustenta só com bons treinos; o ambiente também precisa ser zero-bala. No Flamengo de 2021, apesar dos bons números iniciais, a "queda de desempenho na reta final" pode ter tido raízes em dinâmicas parecidas, onde o grupo, por algum motivo, não conseguiu manter a mesma sintonia e entrega tática. Um time pode ter o melhor esquema do mundo, mas se o vestiário vira uma treta, o papo reto é que os resultados não virão.

Enquanto o Vasco agora corre atrás de um novo nome para o comando técnico, buscando reconstruir a confiança e a identidade tática, o Flamengo segue seu planejamento, focado na intertemporada em Portugal. A viagem não é só para manter o ritmo de jogo com os amistosos, mas também para fortalecer o grupo, ajustar posicionamentos e consolidar as ideias do técnico Leonardo Jardim. É uma oportunidade de ouro para o time rubro-negro se blindar e voltar com a linha de marcação bem definida, tanto em campo quanto fora dele. O episódio da demissão de Renato Gaúcho no Vasco serve como um lembrete claro de que, no futebol de alta performance, a gestão tática é indissociável da gestão humana. O "porquê" de um time jogar bem ou mal muitas vezes começa bem antes da bola rolar, no trato diário e na capacidade do comando de manter o elenco na mesma página.

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