Três Copas, Três Gols: o Flamengo não para de marcar presença no Mundial
De Guerrero a Plata, rubro-negros balançaram as redes em 2018, 2022 e 2026 — e nove atletas do Mengão disputam a Copa atual
Pode parecer coincidência, mas não é. Nas últimas três Copas do Mundo — 2018, na Rússia; 2022, no Catar; e 2026, nesta edição em curso —, algum jogador do Flamengo balançou as redes. É uma sequência que diz bastante sobre o nível do elenco que o Rubro-Negro vem construindo: clube que coloca artilheiros em Copa é clube que atrai talento de verdade. Simples assim.
Em 2018, quem carregou a bandeira rubro-negra foi Paolo Guerrero. O centroavante, à época no Mengão, marcou para o Peru contra a Austrália. O gol saiu num passe de Cueva — Guerrero só precisou finalizar. Hoje ele está no Alianza Lima, mas o tento ficou registrado no currículo do Flamengo daquela Copa.
Em 2022, o protagonismo foi ainda maior. Arrascaeta fez os dois gols do Uruguai na vitória sobre Gana. O primeiro saiu de cabeça, aproveitando rebote de chute de Luís Suárez. O segundo foi na categoria pura: recebeu passe do atacante e bateu de voleio, sem chance pro goleiro. Dois gols, dois estilos, uma noite de Copa que o camisa 10 do Mengão não esquece tão cedo.
E 2026 seguiu o script. Na quinta-feira (25), Gonzalo Plata fez o gol que virou o jogo do Equador contra a Alemanha. Numa cobrança de escanteio, o atacante se antecipou a Neuer e, com um toque sutil, colocou a bola na rede. O resultado garantiu ao Equador uma vaga como um dos melhores terceiros colocados para a próxima fase do torneio.
Três edições, três gols. Isso não é sorte — é nível.
Na Copa de 2026, o Flamengo está longe de ser figurante. São nove atletas espalhados por quatro seleções. O Brasil de Ancelotti chamou Alex Sandro, Danilo, Léo Pereira e Lucas Paquetá. O Uruguai tem Varela, Arrascaeta e De La Cruz. O Equador conta com Plata. A Colômbia, com Carrascal. São quatro países, uma fonte em comum: o clube rubro-negro.
Esse número não é cosmético. Clube com nove convocados em Copa é clube que o futebol de elite enxerga com respeito. Mas tem dois lados na balança: a presença internacional tem preço. Quando a temporada brasileira retomar, esses jogadores vão chegar com a conta no corpo — partidas acumuladas, viagens longas, desgaste físico e mental. A Nação vai torcer por todos enquanto estiverem lá, mas é legítimo exigir que o Fla tenha um plano para a volta deles. Corpos cansados em campo aberto não rendem.
Um nome merece destaque à parte: Lucas Paquetá. Cria da base rubro-negra, o meia chega a esta Copa como peça central da Seleção. É a trajetória que o clube pode reivindicar como própria — revelou, desenvolveu, colocou no mapa. Isso tem valor concreto, dentro e fora de campo.
A Copa de 2026 ainda está no meio do caminho. Vários rubro-negros têm rodadas pela frente. Mas o que já está registrado não sai: três edições consecutivas, três gols, e um elenco que parou de ser coadjuvante no futebol mundial. Cobrar excelência é o mínimo que a torcida pode fazer — e esse histórico mostra que o padrão existe. Agora é manter.